O ano acaba de começar e a vida continua a complicar- -se porque o preço de vários bens alimentares voltou a subir.
A Deco Proteste diz que o preço do arroz carolino e da polpa de tomate aumentou 64% e 53%, respetivamente, em 2022, tendo sido os bens com a maior subida de preço, mas muitos outros produtos, no ano passado, começaram, em termos de custos, a pesar mais. Conforme aponta ainda a Deco Proteste, “um cabaz de alimentos essenciais custa, atualmente, mais 17% do que custava em fevereiro de 2022, antes do início da guerra na Ucrânia”. A má notícia é que se espera que o valor continue em “rota ascendente”, uma vez que os preços da energia e de algumas matérias-primas continuarão a subir.
Os preços dos bens alimentares começaram a disparar em 2021, por causa do impacto que a pandemia teve na cadeia de abastecimento. A seca e a guerra trouxeram mais instabilidade. Enfim, muito tem levado a que seja cada vez mais complicado gerir o dinheiro para se continuar a comer. Assim, é preciso poupar. Para o fazer é necessário perceber-se onde se compra mais barato e o quê.
Na cidade de Bragança, os preços não deixam margem para dúvidas: a fruta e os legumes, tendencialmente, são mais baratos nos comércios locais. E, normalmente, são produzidos no próprio território.
As batatas, alho francês, brócolos, pepinos, alfaces, pimentos, laranjas, kiwis, maçãs, uvas, entre muitas outras frutas e legumes são os produtos, segundo se apurou, mais baratos nos minimercados que nos hipermercados. Também alguns produtos de higiene e mercearia são, por vezes, menos penosos para a carteira nestes pequenos espaços locais. Ainda assim, os grandes espaços têm opções mais baratas no que toca à maioria destes produtos, nomeadamente açúcar, manteiga, massa, arroz, farinha, leite, entre outros.
A carne, tendencialmente, também custa menos nos hipermercados, onde as pessoas mais se concentram por ser um espaço onde existe um pouco de tudo que se pode desejar comprar, ao contrário, habitualmente, dos mercados locais.
A feira de Bragança, que acontece todas as sextas, reúne vários produtores locais e, por ali, também os preços vão subindo. Tendo subido “tudo”, as tangerinas, por exemplo, vendiam-se, a um euro o quilo e agora vendem-se a dois. Este ano não deverá aumentar mais, mas os produtos vão faltar.