A Comissão Política do PS de Bragança desmente o presidente da câmara, eleito pelo PSD, e garante que “não é verdade que o partido esteja alheado” das reivindicações relacionadas com a ferrovia no distrito, ou que os seus deputados à Assembleia da República não tenham manifestado as suas preocupações em defesa dos interesses da região e do distrito.
Num comunicado assinado pelo presidente da Concelhia, Lázaro Padrão, em reação à entrevista que o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, deu ao jornal Mensageiro, publicada na edição de 23 de março, explicam que em relação ao Plano Ferroviário Nacional é importante referir que o PS promoveu uma discussão pública sobre o assunto, onde estiveram presentes os deputados socialistas eleitos pelo distrito de Bragança, o Secretário de Estado das Infraestruturas e, que na ocasião, foram apresentadas as reivindicações e preocupações socialistas, bem como o estudo/proposta da Associação Vale d’Ouro, que o presidente da Câmara de Bragança “também tanto defende”.
“Portanto, não é verdade que o Partido Socialista esteja alheado deste assunto ou que os seus deputados à Assembleia da República não tenham manifestado as suas preocupações em defesa dos interesses da região e do distrito”, salientam no comunicado. Aquela concelhia refere ainda que quanto ao Plano Rodoviário Nacional as críticas dirigidas ao Governo PS só podem resultar de “uma mera distração”. “Sabemos bem quem foram os responsáveis pelo maior investimento em ligações rodoviárias nos últimos anos no distrito de Bragança e quem nada fez”, vincam.
O PS sublinha que o “’cheque’ para a execução da ligação rodoviária a Puebla de Sanábria já está do lado da autarquia. “Sendo mais uma vez um Governo PS a investir na região e no distrito, ainda que se conceda a benesse e o ‘brilharete’ ao executivo camarário de Bragança e ao seu
presidente”, explicam. Por último, os lideres locais do PS-Bragança dizem a Hernâni Dias “que não enjeite as suas responsabilidades enquanto governante e não se desculpe com o Governo numa tentativa de encobrir o seu desempenho enquanto presidente da Câmara de Bragança.