O diretor do Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT) não quer acreditar que o plano de mobilidade do Tua não venha a ser implementado. Artur Cascarejo diz que é preciso pôr fim a este impasse. “Já fizemos tudo o que nos cabia fazer para que o comboio voltasse a apitar na linha do Tua.
Não me passa pela cabeça que depois de quase 20 milhões de euros de investimento, esse projeto não venha a ver a luz do dia. Não podemos morrer na praia, nem ninguém nos perdoaria, ao nível da gestão de dinheiros públicos e privados, que assim acontecesse”, diz o diretor do PNRVT que aproveitou a visita do Ministro do Ambiente e Ação Climática, a Mirandela, para sensibilizar aquele membro do Governo da necessidade de ser desbloqueado todo o processo que ainda falta para que em definitivo o comboio volte a apitar na linha do Tua.
Em outubro no ano passado, o então ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, esteve na região e, ainda que sem muitas justificações, garantiu que o Governo estaria a tentar encontrar uma solução para viabilizar a Linha do Tua.
Mas, até agora, está tudo parado. Sobre o processo, o presidente da Agência para o Desenvolvimento Regional do Vale do Tua não tem dúvidas de que o que falta é “coragem política”.
Em sede de conselho regional questionou o secretário de Estado das Infraestruturas e, estando no cargo há cerca de um ano, diz que se deparou com o que o governante chamou de “imbróglio”.
“Como é que justificamos que, depois de cinco anos de produção hidroelétrica, 17 milhões de euros de investimento, cinco municípios, vários governos e dois concessionários, não se consegue por a linha do Tua em funcionamento?”, perguntou o também autarca de Vila Flor, que assumiu que têm existido algumas reuniões e que está “esperançado” pois “falta muito pouco, apenas desbloquear o licenciamento da linha”. “Acima de tudo, vai ser necessário, para dar este último passo, coragem política”, rematou.
A verdade é que falta mesmo muito pouco, até comboio e barco já há. Estão só há espera de ser utilizados, e com os cerca de 17 milhões de euros ali investidos, foram realizados trabalhos de várias ordens.