Este ano, o Prémio Literário foi dedicado ao género literário de “poesia”, na temática de “Lusofonia”, tendo sido rececionados 53 trabalhos.
“Todos reconhecemos a importância da língua e da comunidade lusófona. Mesmo com a perda do seu patrono, o saudoso Professor Adriano Moreira, este prémio reforça a importância destes princípios e dá-lhes expressão”, considerou Hernâni Dias, Presidente da Câmara Municipal de Bragança, durante a abertura da cerimónia. “A língua é, muito provavelmente, um dos nossos recursos mais valiosos. Com ela nos expressamos, trabalhamos e comunicamos. É nosso dever compreender o seu lugar e valoriza-lá. Foi este um dos desígnios do Professor Adriano Moreira, um homem cujo papel é, ainda hoje, incontornável no âmbito da Lusofonia e é, também este, o papel deste Prémio”, concluiu.
O vencedor, Fernando Cabrita, é advogado e escritor, sendo autor de vários géneros, como poesia, crítica literária e ensaio. Tem publicados mais de quarenta títulos em Portugal, Espanha, França, Porto Rico, Rússia, Turquia e Marrocos. Está traduzido para castelhano, francês, russo, turco e polaco, e a sua obra poética recolheu já oito Prémios Literários (9 com o atual).
Inserida na programação da LUSOCONF – V Encontro Internacional de Língua Portuguesa e Relações Lusófonas, a cerimónia terminou com um recital de poesia, a partir das obras de Eugénio de Andrade, Mário Cesariny e Natália Correia, pelo ator André Gago, e harpa, por Manuela Nicoli.
A entidade promotora do prémio é o Conselho de Curadores da Biblioteca Adriano Moreira, a entidade dinamizadora é a Academia de Letras de Trás-os-Montes, em colaboração com o Município de Bragança a Diocese de Bragança-Miranda e o Instituto Politécnico de Bragança.