A seca atrasou a castanha em Trás-os-Montes e os efeitos já se sentem na indústria de transformação e exportação do fruto. A Sortegel, em Bragança, é principal fábrica da região a trabalhar com castanha e está com muito pouco movimento, comparando com outros anos
A Ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, disse, em Vinhais, na Rural Castanea, que é preciso esperar para avaliar as quebras mas lembrou que há medidas para ajudar os agricultores. "A esta altura, a Sortegel transmitiu-nos que, em ano normal, já teria laborado cerca de 1300 toneladas de castanha. Este ano ainda não chegou às 400 toneladas. Há um atraso na produção e, portanto, vamos aguardar. De qualquer modo, aquilo temos vindo a disponibilizar medidas e agora estamos a ultimar uma medida onde o sector da produção de castanha pode vir a concorrer, proposta por Portugal, à Comissão Europeia. Vamos disponibilizar 51 milhões de euros, mais sete do Orçamento do Estado, para podermos apoiar as culturas temporárias e permanentes de regadio e de sequeiro".
O presidente da câmara de Vinhais, Luís Fernandes, também considerou, na abertura da feira, que o melhor é esperar para ver. "Temos que aguardar para ver os valores da quebra, porque está realmente atrasada. O preço está ligeiramente mais alto, mas é normal, porque há menos".
Na semana passada, o Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República questionou a ministra sobre o investimento em regadio no Vale da Vilariça, pedindo intervenções de modernização e construção de novos regadios. Questionada sobre esta matéria, a ministra disse que os compromissos com a região têm sido cumpridos. "Entre obras já concluídas, obras que se estão a desenvolver e outras que ainda não começaram, são 65 milhões. Em relação à Burga e ao Cerejal,
A ministra passou, sexta-feira, pela região. Visitou a Sortegel, em Bragança, e esteve na abertura do certame de Vinhais, dedicado à castanha.