Mais de 100 participantes, entre autores, escritores, artistas e alunos. Mais de 1 000 leitores dos 0 aos 100 anos. Quase 40 iniciativas diferenciadas, como exposições, apresentação de livros, conversas e encontros com escritores, momentos musicais e poesia.
Assim foi o VIII Festival Literário de Bragança (FLB) que, sob a temática “Discursos Literários do 25 de Abril”, “levou”, de 22 a 25 de maio, a leitura a todo o concelho de Bragança.
“Temos o orgulho de afirmar e confirmar o FLB como um evento descentralizador da literatura e da cultura, que contribui para a construção do pensamento, de reflexão pessoal e coletiva. Nesta edição, como não podia deixar de ser, quisemos continuar a celebrar os 50 anos do 25 de Abril, recordando os ideais e valores”, explicou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Paulo Xavier, durante a abertura oficial do evento, que decorreu no Centro Cultural Municipal Adriano Moreira, a que se seguiu a inauguração a exposição “Retratos Contados”, de Alice Vieira, a partir da qual é possível “viajar” pela vida pessoal e profissional da conhecida escritora infantojuvenil.
Do programa fizeram, ainda, parte momentos especiais e emotivos, como “A Escritora vai à Aldeia”, em que Alice Vieira, perante uma sala repleta de crianças e idosos, na sede da Junta de Freguesia de Rebordãos, falou da importância dos avós na vida dos mais pequenos, e recordou o seu percurso profissional.
“Está aqui a prova de que o Festival Literário de Bragança é um evento intergeracional e de partilha de afetos. Muito mais do que promover a literatura, o FLB pretende unir várias gerações à volta de uma paixão: a leitura”, destacou a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Fernanda Vaz Silva.
Além do encontro com Alice Vieira, em Rebordãos, escritores como Estefânia Surreira, João Reis, Fernando Pinto do Amaral, Guadalupe Portelinha, Mário Tomé, Henrique Pedro, Caseiro Marques, autores da Academia Parense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (Brasil), como Ivanildo Ferreira Alves, Homerval Teixeira, Nazaré Paes de Carvalho e Elson Luiz Monteiro, Virgílio Tavares, Odete Ferreira e Adelino Gomes conversaram, ao longo dos quatro dias, com alunos, do 1.º Ciclo do Ensino Básico ao Ensino Superior, utentes de IPSS, reclusos e público em geral.
Com um programa dinâmico, o FLB decorreu, assim, em locais tão variados, como a Biblioteca Municipal, o Auditório Paulo Quintela, alguns estabelecimentos de ensino dos Agrupamentos de Escolas de Bragança e escolas do ensino privado e cooperativo, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança, os Estabelecimentos Prisionais de Bragança e de Izeda, IPSS, como a Obra Social Padre Miguel, Fundação Betânia e Santa Casa da Misericórdia, Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e Centro de Fotografia Georges Dussaud, onde autores e escritores conversaram e se encontraram com públicos diversificados e de todas as idades.
Durante o FLB decorreram, ainda, o lançamento de livros, como “50 Noites de Abril”, de Lídia Praça, cuja apresentação ficou a cargo de Vasco Lourenço (antigo Capitão de Abril), “A Desobediente, biografia de Maria Teresa Horta”, de Patrícia Reis, e a Coletânea da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
O FLB terminou com o espetáculo musical de poesia “Lisboa namora o Tejo – Somos um rio que nos une”, com interpretações de Olga Sotto e João de Carvalho.
O VIII Festival Literário de Bragança foi promovido pelo Município de Bragança e pela Academia de Letras de Trás-os-Montes.