Menos conhecidas que as figuras dos próprios Caretos, por exemplo, a Filandorra, Madama, Velha ou Beilha, Sécia ou Mascarinha, entre outras, assumiram, na XI Bienal da Máscara, um importante papel na preservação da tradição das mascaradas e na continuidade dos rituais, com foco na valorização do papel da mulher.
Envolvendo artesãos da região, outros projetos diferenciadores e aglutinadores, as próprias associações de Caretos e comunidades locais, a Mascararte 2023 incluiu momentos diversificados, dirigidos aos mais variados públicos, como a inauguração das exposições temáticas “As personagens femininas das Mascaradas do distrito de Bragança e da província de Zamora” e “Rituales sagrados de la Iberia mágica”, de Víctor Pizarro Jimenez, a apresentação do catálogo da X Bienal da Máscara – Mascararte, momentos de À Conversa… “Os rostos da máscara”, “O papel da mulher nos rituais da máscara” e “Recriar/criar a partir das tradições – apresentação de um projeto aglutinador” ou a exibição do documentário “Máscara de Lazarim”, de Manuel Gardete, o Espaço da Máscara | Mostra de Artesãos onde estiveram expostos os trabalhos de 16 conhecidos artesãos.
A edição de 2023 contou, ainda, com três novidades: Oficinas de Banda Desenhada: “Riscos, Ritos e Mascarados” e “Mascarados”, o Acordar Bragança com a participação de Grupos de Gaiteiros e o Encontro de Gaiteiros.
A XI Bienal da Máscara – Mascararte culminou com dois dos momentos mais emblemáticos do evento: o desfile dos mascarados pelas ruas de Bragança e a Queima do Mascareto, com a performance “A deusa da roca e do fuso”, no Largo do Castelo de Bragança, que atraiu milhares de pessoas.